4 de agosto de 2020. Há um incêndio num armazém no porto de Beirute, contendo mais de 2.000 toneladas de nitrato de amónio armazenadas ali durante seis anos, sem medidas de segurança. A explosão mata mais de 200 pessoas, magoa mais de 7.000, destrói bairros inteiros
Cinco anos depois, nenhum funcionário sênior foi condenado. A investigação judicial foi bloqueada, em várias ocasiões, pelas próprias pessoas que pretendia entrevistar.
Um ano antes da explosão, em 2019, a economia libanesa entrou em colapso. O livro perde mais de 90% do seu valor. Os bancos fecham e depois reabrem bloqueando o acesso às contas — depósitos ao longo da vida, congelados durante a noite. Mais de metade da população está abaixo do limiar de pobreza
O porto. Banks. Mudar. Três colapsos. Zero responsável. Desde 1991, é o mesmo cenário: a anistia primeiro, nunca explicar. Um país não entra em colapso três vezes por acidente.
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